Touca reduz queda do cabelo no tratamento do câncer

A nova tecnologia, disponível na Oncomédica, faz circular um líquido que resfria o couro cabeludo em temperatura constante em torno de 22 graus

Por Wesslley Sales
04/06/2019, às 11:00 - Atualizado em 06/06/2019, às 00:38

A professora Francisca do Socorro descobriu em 2017 que tinha câncer de mama. Para ela, saber que perderia os cabelos com o tratamento quimioterápico foi um choque tão grande quanto receber o diagnóstico.

“Eu percebi o meu cabelo caindo durante o banho. Chorei. A gente fica com o sentimento de que está perdendo algo que em nenhum momento da vida a gene espera, até porque nós mulheres somos vaidosos com o cabelo. Foi um impacto muito grande”, relembra.

Para a psicóloga Janua Alencar, para a mulher a perda do cabelo é encarada como um luto. A médica explica que a queda acontece aos poucos e, muitas vezes, as pacientes preferem não viver esta dor dia após dia. Foi o que aconteceu com a dona de casa Lilian Probo, que encarou o tratamento e optou pela careca.

“O cabelo começou a cair. Eu cortei curtinho, mas quando me deitava o travesseiro ficava cheio. Foi quando decidi passar logo a máquina. Passei a usar lencinho, a peruca eu tirava, achava muito quente e pinicava a cabeça. Ficava carequinha mesmo”, explicou.

Até o final deste ano a estimativa é que 59.700 mulheres em todo o país receberão a notícia de que estão com câncer de mama. Em 2018, foram 600 novos diagnósticos, sendo 250 casos apenas em Teresina (dados do INCA). O tratamento ainda mais eficaz para a doença é a quimioterapia, mas ela traz um efeito colateral terrível para o sexo feminino, a perda dos cabelos.

Uma nova tecnologia garante reduzir em até 80% a perda dos cabelos durante o tratamento. A chamada touca inglesa faz circular um líquido que resfria o couro cabeludo em temperatura constante em torno de 22º. Com isso, diminui a circulação do sangue e evita que o medicamento usado na quimioterapia tenha contato com o cabelo. A professora de Química da Universidade Estadual do Piauí, Márcia Percília, está no início do tratamento com a crioterapia capilar.

“A simples possibilidade de perder os cabelos, ficar careca, meche muito com o emocional da mulher. E eu fiquei muito apreensiva. Quando soube que aqui na Oncomédica tinha esta tecnologia isso me deixou feliz, porque seria a forma de passar por estre tratamento, que já é doloroso, sem perder os cabelos por completo. O procedimento é gelar bem a cabeça, mas é algo suportável renova nossa esperança de cura, mantendo a autoestima”, avaliou.

Touca inglesa

nossas redes sociais