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Começa a última semana da campanha!

Muitos viram os eventos públicos deste último final da semana, antes do 7 de outubro, como decisivos até para que veremos mais adiante

Por Genésio Júnior
01/10/2018, às 09:10 - Atualizado em 01/10/2018, às 01:10

Faltando 7 dias para a primeira volta do processo eleitoral de 2018, vimos acontecer muito nesses últimos dias. Cada virada de 24 horas, no ponteiro dos relógios, vem sendo impressionante. Revelações, movimentos, atitudes, candidato entrando em hospital, saindo de hospital, personalidades se posicionando, ações na internet como nunca que se viu nas eleições brasileiras, e eventos nas ruas, sim, nas ruas.

Finalmente, vimos a coisa sair das redes sociais e da guerrilha virtual que está destruindo algumas amizades. Muitos viram os eventos públicos deste último final da semana, antes do 7 de outubro, como decisivos até para que veremos mais adiante.

As declarações do candidato Jair Bolsonaro de que se ele, obrigatoriamente, não for eleito teremos estabelecida uma fraude e que não acredita no crescimento da candidatura do pestista, Fernando Haddad, são impressionante. E as declarações de Fernando Haddad em nome de uma nova Constituinte, também impressionante, geraram muita preocupação para quem vê além do nariz.

Isso se deu na véspera dos movimentos #EleNão, contra Bolsonaro, e os eventos pró-Bolsonaro, visto em carreatas nesse domingo, 30 de setembro, em várias cidades brasileiras. 

É impressionante como as pessoas não dão a menor atenção a questões racionais mínimas. A pesquisa CNT-MDA divulgada nesse domingo mostrou que o eleitorado de Bolsonaro e o petista Haddad são os mais bem posicionados, que não miram mudar de voto. Entre os bolsonaristas, 82,5% não vão mudar de voto. Entre os apoiadores de Haddad, 82,% não estão dispostos a mudar o voto. Entre os outros candidatos mais bem votados, existe uma média de 66,7 % e 45% com votos consolidados. O segundo turno, pode estar aberto, entre as conclusões dos institutos, porém caminha para a confirmação da polarização. Está, finalmente, estabelecido.

Os movimentos de rua contra Bolsonaro, #EleNão, não foram exclusivo dos apoiadores do petista, foi multifacetado, porém nessa reta final só serve para o candidato de Lula, pois o eleitorado de centro não vem se sensibilizando por um voto útil contra a polarização. Mais uma realidade, até agora flagrante, de que o brasileiro sempre procurava o meio termo. Isso não se estabeleceu. Não se sabe como esse eleitorado se posicionará no segundo turno, até porque os dois candidatos que parecem certo na segunda fase da disputa presidencial não se curvam à democracia, são convencidos que não têm muito com quem dialogar.

O eleitorado do Nordeste, é visto como inamovível. A tendência é que seja fundamental para estabelecer um sólido empate técnico entre os candidatos. Os apoiadores de Bolsonaro vem espalhando nas redes sociais um mapa do Brasil onde só se vê maioria vermelha no Nordeste. O resto do Brasil seria o azul bolsonarista.

Existe um grave receio de que vejamos, em breve, uma onda xenófaba contra os nordestinos, tudo porque deverão ser favoráveis ao retorno do poder lulista, não obrigatoriamente petista. Pior que isso é não vermos da parte dos duas principais candidaturas nenhuma sinalização de reconhecerem seus erros. O pragmatismo e mecanicismo dos protagonistas desta fase, ao que se monta, estão sinalizando que estão convencidos de que não se mexe em time que está ganhando.

Se espera que algo ainda possa acontecer até o dia decisivo, pois algumas outras pesquisas serão divulgadas e tendem a gerar mais tensão entre os candidatos, ofertando ao cenário eleitoral possíveis renúncias, pregação imediata de voto útil ou até mais que isso. Teremos os últimos debates e a forma como as mulheres começarão a se posicionar.

Emoções até a última hora, sem contar a terra de ninguém, dos Fake News, nas quarenta e oito horas antes do pleito! Preparem-se.

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