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O crime que une Jair Bolsonaro e o PT

A tese da federalização do combate ao crime organizado era proposta petista que Bolsonaro terá que enfrentar

Por Genésio Júnior
07/01/2019, às 09:01 - Atualizado em 08/01/2019, às 14:01

Dias intensos esses que vivemos no Brasil. Natural. Um novo governo federal se instalou. Houve mudanças na maioria dos 27 estados e Distrito Federal, mesmo onde houve as poucas reeleições!

Vem do Nordeste, sem dúvida, o grande contraponto ao natural destaque que os novos poderosos federais ganharam.

Uma das grandes pautas do governo da ordem que representa a chegada de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, sem dúvida, é o combate severo e radical contra a criminalidade.  

A decisão do Governo do Ceará de criar uma nova secretaria de administração penitenciária e deixar de reconhecer que tinha que dar suporte às facções criminais para atuar efetivamente para desmantelá-las fez com que mais de 80 ataques terroristas fossem cometidos em Fortaleza e no Estado, terra onde boa parte dos brasileiros aproveitam para tirar suas férias de início de ano. Todo o Brasil, e o Mundo, está atento ao que está acontecendo no Nordeste.

As medidas do governador cearense, que é visto no meio petista, e das esquerdas, como um dos mais leves na mão, da turma ‘light”, e que caminha no seleto grupo dos mais articulados apesar de jovem, num contraponto ao ranger de dentes de governadores como Rui Costa, na Bahia, ou o comunista Flávio Dino, do Maranhão – vai obrigar que o Governo Bolsonaro enfrente uma das principais pautas na área de segurança da campanha do derrotado Fernando Haddad. A federalização dos crimes e do combate à alta criminalidade do crime organizado.

Inicialmente, o ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, disse que não iria mandar Força Nacional para o Ceará. Rapidamente, teve que mudar de posição e enviou no sábado, 5, esse grupamento, deslocado de outros estados, para o Ceará. O secretário nacional de Segurança Pública, General Guilherme Theóphilo, que tem origem no Ceará e que não é da turma de polícia federal de Moro - se encarregou a anunciar que as forças federais iriam para o Ceará.

No sábado, Camilo Santana disse que as ações deveriam ser em concerto com o Governo Federal e que não deveria haver vaidade das autoridades para enfrentar a questão. O Presidente Jair Bolsonaro, que vem de uma série de declarações confusas sobre economia, ressaltou que não iria deixar de atender o povo do Ceará apesar das posições radicais contrárias do governador cearense do PT.

Em verdade, o Governo Federal vai ser obrigado a transformar a experiência cearense no combate a alta criminalidade numa ação piloto. É bom lembrar ao leitor que foi instalado no final do ano passado um Centro de Inteligência da Segurança Pública no Ceará para atuar em todo o Nordeste. O secretário nacional General Guilherme Theóphilo disse a Política Real que avalia como um bom equipamento para política pública de segurança.

O superministro Sérgio Moro, face seu sucesso no combate à corrupção, usou da inteligência nas investigações que tanto lhe notabilizaram. Algo parecido deverá ser usado no combate a alta criminalidade no Nordeste. Isso terá que ser feito com ação conjunta do Governo Federal. Não sabemos, ainda, se isso será a efetiva federalização das ações de combate ao crime, mas se assemelha, goste-se ou não, com a proposta petista colocada por Fernando Haddad.

Os petistas, mais light com que se diz, estão obrigando a turma hard do Governo Bolsonaro a se rebolar. Haverá uma guerra de informações nessa batalha dos novos poderosos.

Vamos ficar atentos!

Jair Bolsonaro e Camilo Santana

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