A tarefa ingrata de Jair Bolsonaro!

Como o Presidente Bolsonaro está se recuperando, ainda, não lhe foi recomendado pelos médicos participar da Conferência do Clima

Por Genésio Júnior
23/09/2019, às 15:00 - Atualizado em 24/09/2019, às 00:42

O nosso presidente da República, Jair Bolsonaro, ainda se recuperando de sua quarta cirurgia após a fatídica facada recebida em 2018, na cidade de Juiz de Fora (MG) - segue para os Estados Unidos e cumpre a tradição de participar da abertura da 74ª Assembleia das Nações Unidas( ONU). Desde a primeira vez foi assim, a partir do prestígio de nossa diplomacia com Oswaldo Aranha.

Ele chega na segunda-feira, 23, deverá ter uma jantar com o Presidente Donaldo Trump, dos Estados Unidos. Essa temporada é voltada para uma discussão do Meio Ambiente e do Clima. Nessa segunda-feira,23, haverá a Conferência do Clima com chefes de Estado de vários locais do Planeta, na sede a ONU. O Presidente Bolsonaro não participará, mas o seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, vem dando entrevistas no Brasil e no Mundo, os mais importantes veículos, mostrando que o Brasil não perdeu o protagonismo na questão do chamado desenvolvimento sustentável.

Como o Presidente Bolsonaro está se recuperando, ainda, não lhe foi recomendado pelos médicos participar da Conferência do Clima. Não precisa ir muito além, face as falas curtas, brevíssimas do nosso presidente, para saber que mesmo que ele estivesse muito bem de saúde não estaria muito habilitado ao debate cheio de detalhes e de argumentos típicos do mundo ambiental para defender as posições brasileiras, até por conta das posturas assumidas publicamente nos últimos 45 dias.

O Presidente falou muito mais para seu publico interno nesta questão ambiental do que para o Planeta. O ambiente em Nova York exige um discurso planetário. Ele irá fazer essa defesa na fala na Assembleia da ONU, na terça-feira, 24. Existem muitos riscos tanto para o Presidente como para o Brasil.

O ministro Ricardo Salles tem dito que o Brasil não está ruim na fita como querem dizer muitos, talvez a maioria, depois dessa crise das queimadas amazônicas e que agora chegam forte ao cerrado brasileiro, também. 

O Brasil, segundo Salles, deveria ter sido atendido no recebimento de crédito de carbono, que vem a ser uma forma estabelecida no Protocolo de Kyoto – cidade japonesa -, em 2005, em que o países que são grandes emissores de gases poluentes compensariam essa ação com créditos que seriam ofertados aos países que geram oxigênio para o Planeta, como  é o caso do Brasil.   

Segundo Salles, o estado brasileiro deveria ter recebido ao longo desses anos algo como US$ 2,5 bilhões e que os países ricos não teriam investidos nem 50% do que foi estabelecido para crédito de carbono em todos os países considerados “pulmões” do Planeta.  Ele salienta que pelo Acordo de Paris, outro pacto patrocinado pelas Nações Unidas, a partir do ano que vem, porque estamos cumprindo metas estabelecidas, deverá ofertar parte do US$ 100 bilhões que serão divididos entre os que cumprem esse acordo ao Brasil.

Enfim, os países já desenvolvidos tem muito mais para cumprir com o Brasil do que o Brasil para com o Mundo.

O problema é que o nosso Presidente da República face a muito de seus movimentos fez com que ficássemos com a cara de vilões.

A maior vedete hoje na questão ambiental no Planeta, a ativista adolescente sueca Greta Thunberg, disse em sua temporada nova-iorquina que a Amazônia arde, usando as mesmo palavras ditas pelo presidente da França, Emannuel Macron, desafeto de Bolsonaro.

A tarefa de Bolsonaro não será fácil, mais por seus erros, que pelas dívidas que os ricos tem com o Brasil.

Algo me diz que vamos sair perdendo nessa de todo jeito, infelizmente!

Trump e Bolsonaro / Foto: O Globo

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