Agora chegou a vez da "Onda Senado"

Davi Alcolumbre será decisivo nesses dias em que Bolsonaro teve que rever suas estratégias de controle midiático

Por Genésio Júnior
16/09/2019, às 15:00 - Atualizado em 17/09/2019, às 01:15

O mês de setembro começa a enfrentar sua segunda quinzena arrastando correntes dos fantasmas políticos criados. Quando o calendário data a política só o imponderável poderá tirar coelhos da cartola.

Explico: o Presidente Jair Bolsonaro se recuperando de sua quarta cirurgia depois da facada sofrida em Juiz de Fora, lá em Minas Gerais, não tem podido gerar as fumaças e brumas sobre assuntos de fôlego, que por vezes atrapalha seu governo.

Se aproxima a data para a sabatina do novo PGR indicado, subprocurador Augusto Aras.

Aliado a isso, o Presidente Bolsonaro quando estiver recuperado irá viajar para Nova York, onde irá participar da sessão de abertura da Assembleia das Nações Unidas (ONU) com a missão, nada fácil, de dar a versão oficial da crise ambiental que jogou a imagem do Brasil no chão.

Ainda não existe data certa para a votação da futura indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para ser o embaixador do Brasil em Washington, nos Estados Unidos. Ainda está indefinido quando será a votação dos próximos vetos presidenciais. O Congresso Nacional não terá sessão nesta semana, mas ainda não aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias, tem que fazer a regulamentação final do orçamento impositivo.

Está certo nesta semana, no plenário do Senado, a votação do Fundo Partidário e a reforma da Previdência. Esses dois temas, como o leitor, a leitora,, mais atento observa, dá muito protagonismo ao Senado Federal. Esses dias e outros que virão serão assim.

Quem anda circulando no Congresso esses dias tem notado os sinais exteriores de poder. O pequeno Amapá, pouco notado aqui, mesmo nos tempo de José Sarney (alguns não sabem, mas o ex-presidente da República era senador pelo único estado brasileiro que está no hemisfério norte), estão se esparramando. O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, está fazendo o que pode para seu estado ser notado.

Por falar nisso, na medida em que ele ganha mais poder, seus apoiadores mais destacados para chegar ao comando do Senado, ficam mais irritados com ele. Seus principais aliados, os novos, espelhados na figura do senador Alessandro Vieira (CIDADANIA-SE), Major Olímpio (PSL-SP) e o veterano Álvaro Dias (PODEMOS-PR), estão irritadíssimos. Nomes como a senadora Simone Tebet (MDB-MS), Tasso Jereissati (PSDB-CE) sinalizam indiferença e conduzem suas lideranças, se assim se pode dizer. Roberto Rocha (PSDB-MA) faz uma condução concertada.

Alcolumbre será decisivo nesses dias em que Bolsonaro teve que rever suas estratégias de controle midiático.

As informações que chegam da Europa, Ásia e Estados Unidos é que de que uma recessão econômica deverá chegar. Uma onde de baixo crescimento mundial seria as base de uma “estagnação secular” algo discutido após a crise de 1929.  A decisão do Mercado cobrar juros mais altos dos títulos da dúvida pública dos Estados Unidos de curto prazo em detrimento de operações mais longas ligou, efetivamente, o sinal de alerta de que o bicho vai pegar. 

O Brasil está no Planeta Terra, apesar de muitos acharem que a terra nem redonda é. Se vamos enfrentar o que virá, o Governo ficará ainda mais dependente de um concerto com os outros poderes.

O Senado que o diga!

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre / Foto: Veja

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