Presidente Jair Bolsonaro, o afortunado

Os críticos dizem que esse acordo chega num momento de fragilidade dos governo do Brasil e da Argentina, que estão com baixíssimo crescimento econômico

Por Genésio Júnior
01/07/2019, às 12:00

O Brasil depois de uma série de notícias não muito boas tanto para o Governo e a sociedade enfrenta esse final de junho, e início de julho, tendo o que comemorar.

O anúncio do acordo do Mercosul com a União Europeia depois de 20 anos durante a reunião do G-20, que reuniu as vinte maiores economias do Planeta, em Osaka, no Japão, teve um efeito planetário.

O Presidente Jair Bolsonaro no domingo disse no Twitter que “durante 20 anos o Brasil tentou chegar lá sendo um aluno aplicado na escola do globalismo. Não deu. O Brasil que agora fala e atua a partir da sua própria identidade e seus ideais está conseguindo. O Acordo Mercosul-UE o comprova.”.

O nosso Presidente quer fazer crer que foi ele e sua turma que conseguiram isso. É bom ressaltar esse acordo já foi paralisado três vezes, duas vezes nos governos petistas.

Os críticos na análise dizem que esse acordo chega num momento de grande fragilidade dos governo do Brasil e da Argentina, que estão ruins das pernas com baixíssimo crescimento econômico. Que não existe clareza se sairemos dessa com grandes conquistas! Os europeus são famosos por serem muito protecionistas com sua agricultura e pecuárias ,especialmente. O forte de nossas exportações para Europa são produtos agrícolas.

É bom destacar que os europeus tem muitos problemas. A Inglaterra está de saída do bloco com o seu infindável “Brexit”, eles estão com problemas com os Estados Unidos pois o presidente Donald Trump vem fazendo pressão sobre a pauta automobilística com os  europeus, que sabem que o eixo está mudando para o Pacífico.

O acordo que o Mercosul, e o Brasil junto, faz com a Europa ainda precisa ter cada um de seus pontos esclarecidos. O que interessa é que foi feito no Governo Bolsonaro e isso é um feito histórico.

A fala do Presidente afirmando que teria sido uma derrota do globalismo de nossa política externa, deve ser visto como um exagero retórico de nosso Presidente. Na prática, esse acordo seria uma grande pactuação bilateral que se está fazendo em detrimento de um acordo global. Essa chegada de posição é fruto, sim senhor, de um novo globalismo pois todos estão preocupados com os movimentos que Estados Unidos e China podem representar para o Planeta.

O Presidente Xi Jimping  vai ficar um bom tempo no comando da China, enquanto ainda há dúvidas se o Presidente Donald Trump vai perdurar nos Estados Unidos. Ele ainda vai enfrentar uma disputa presidencial no ano que vem, no entanto esse climão entre os dois países, sejam quais foram os interlocutores, vai continuar. O caminho do Pacífico é o rumo dos próximos anos.

O Brasil ao se ajustar a esse novo momento deve comemorar e se preparar mais ainda. Os resultados não são para agora, mas deverão servir para permitir que o Brasil faça outros acordos bilateriais face a janela que se abre. Tantos os norte-americanos como os chineses devem ficar mais atentos. Ninguém é dono da bola, por mais que até se ache ,tanto assim, pelo volume de sua ações.

A verdade é que o Brasil mesmo sendo uma das maiores economias do planeta não em sua balança comercial como algo do tamanho que temos. Agora, se abre outro cenário.

No futebol, que o povo entende, se costuma falar muito das grandes jogadas feitas por diversos membros da equipe, toque de bola, precisão dos passes ou grandes assistências mas todo mundo lembra do gol, quem colocou a bola para dentro da baliza.

Bolsonaro ficou com a sorte de ter colocado a bola para dentro. Sorte conta muito na política. O Presidente já mostrou várias vezes que é um afortunado!

Equipe do Governo do Brasil comemora depois do acordo Mercosul-Europa

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