Sem paixões presidente Bolsonaro, por favor!

Não resta dúvida que existe muita gente querendo se aproveitar dessa situação brasileira fruto da sazonalidade da falta de chuvas no período e da queda orçamentária nacional

Por Genésio Júnior
26/08/2019, às 15:00 - Atualizado em 27/08/2019, às 10:56

Você sabia que nessa última semana saiu estudo mostrando que caiu o número de homicídios em 21 estados e no Distrito Federal?

Você teve conhecimento que foi aprovada a MP da Liberdade Econômica, que mal ou bem, deverá melhorar a vida dos empreendedores e daqueles que querem fazer as coisas acontecerem?

Tomou conhecimento que a previsão do PIB deixou de cair e deu até um leve avanço ,em meio a onda de baixo crescimento nacional

Você sabia que foram criadas mais de 43 mil empregos com carteira assinada no mês de julho, um dos melhores índices no período em anos?

Você atentou que foi lançada uma nova linha de crédito para a casa própria que poderá baixar as prestações e até os juros depois de muito tempo?

Você soube que foi aprovado o acordo Brasil-Estados Unidos para a Base de Alcântara na Comissão de Relações Exteriores, comandada por Eduardo Bolsonaro, com apoio do PC do B de Flávio Dino?

O Brasil, você sabia, fechou um Acordo de Livre Comércio entre MERCOSUL e EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein), que tem PIB de US$1,1 trilhão e é o 9° maior ator comercial do mundo?

Tudo isso aconteceu e foi noticiado, mas o que ficou, infelizmente, foi a repercussão negativa, e planetária, do Brasil não dar conta de sua Amazônia apesar de ser uma das oito maiores economia do Planeta?

Não resta dúvida que existe muita gente querendo se aproveitar dessa situação brasileira fruto da sazonalidade da falta de chuvas no período e da queda orçamentária nacional, que não foi só no Ministério do Meio Ambiente. Mas não resta dúvida, também, que tudo isso se deu por conta dos exageros e da retórica de nosso Presidente.

Ele aprendeu que as redes sociais que domina não chegam a todo o Planeta, que não dá para questões chauvinistas serem usadas para questões universais, que garganta ganha eleição mas não ganha governo, até porque o Brasil não é os Estados Unidos.

Tivemos durante a semana muito o que comemorar, mas ficamos com o gosto amargo de perdermos um batalha e a guerra!

Só não fomos ao chão pois unidos com o resto da América do Sul, com o Mercosul, somos um troféu na disputa econômica entre os Estados Unidos e a Europa.

A chanceler Ângela Merkel dirigiu palavras, durante a reunião do G-7, em Biarritz, que eles não estavam perseguindo Jair Bolsonaro não foi pela simpatia que tem com o presidente da República do Brasil, que já lhe mandou palavras negativas, mas, sim, porque na diplomacia não se tem paixões, mas interesses.

Merkel e outros sabiam dos interesses dos franceses e outros que estão preocupados  com a Amazônia e o Mercosul, porém ela está convencida, e com razão, que o Brasil sozinho, à própria sorte, cairia nas mãos grandes dos americanos de Donald Trump.

Bolsonaro pode transformar esse limão amargo que teve que tomar numa doce limonada. Ele aprendeu que poderá negociar bem com os americanos, europeus e até os chineses com o cérebro e não com paixões.

Presidente Jair Bolsonaro / Foto: Exame

nossas redes sociais