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Muitas promessas mas sem soluções concretas para o Piauí

Três debates e inúmeras entrevistas depois os candidatos ao Governo do Estado ainda pouco mostraram efetividade em suas propostas

Por Wesslley Sales
07/09/2018, às 09:09 - Atualizado em 07/09/2018, às 02:09

Três debates e inúmeras entrevistas depois os candidatos ao Governo do Estado ainda pouco mostraram efetividade em suas propostas. 

As soluções para os problemas apontados são genéricas. Os candidatos prometem resolver deficiências na Saúde, Educação, Segurança, geração de emprego e renda, mobilidade urbana e todas as demais áreas. Apresentam propostas do tipo:

“Vamos contratar cinco mil policiais”, diz um.

“Em meu Governo vamos construir HUP's em cidades polos”, afirma outro. 

“Vamos reduzir impostos e gerar empregos”, promete o candidato. 

É tudo tão fácil que não há como escapar daquela pergunta: porque não fizeram antes?"

Enfim, há muita boa vontade. Mas, como fazer? De onde vem o dinheiro para construir e manter? Apenas do “enxugamento” da máquina pública com cortes nas Secretarias e Coordenadorias, de comissionados e serviços prestados?

Se a resposta for sim, então parece ser pouco para arrumar um Estado que dizem estar quebrado. Vale lembrar que o país passa por recessão e não saíra tão cedo como se imagina. Além disso, as quedas sistemáticas no Fundo de Participação dos Estados deixam qualquer futuro governante em alerta. 

Na virada do semestre a perda chegou a 50% (dos R$ 300 milhões vieram apenas R$ 160 milhões). Até o final deste ano o deficit acumulado pode chegar à casa dos R$ 900 milhões. Isso tudo sem contar como gargalo que é a previdência.

Neste momento apenas o candidato Romualdo Seno (DC) tem se preocupado em tratar de números e mostrado criatividade em como alocar recursos para as principais demandas do Estado. Mas, a missão de quem governará o Estado nos próximos quatro anos não será fácil, principalmente se a economia nacional não reagir com mais vigor.

Especialista da Fundação Getúlio Vargas já sinalizam que o Brasil só sai da recessão em 2020. Portanto, as promessas trazidas até agora, no geral, não mostram claramente como as mudanças e soluções serão implementadas no Piauí e mais, como elas serão concretamente sustentadas.

Faltam propostas mais concretas para resolver os problemas do Piauí

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