Wellington Dias, o encontro do PT e as eleições 2018

Parece que o pensamento de alguns membros do partido não é bem o que Wellington Dias pensa sobre o pleito eleitoral

Por Douglas Cordeiro
05/02/2018, às 11:00 - Atualizado em 05/02/2018, às 12:54

No PT nenhuma decisão é fácil. É histórico. Desde a fundação do partido, tudo é definido com base no debate, por vezes no acirramento de ânimos e nem sempre o resultado final significa consenso.

Neste final de semana, aconteceu mais um encontro partidário e a sucessão estadual esteve em pauta. Momentos tensos não faltaram. O partido, em sua maioria, quer chapa pura para cargos proporcionais. Nada de coligação na disputa das vagas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Foi batido o martelo em relação a candidatura de Regina Sousa para o Senado Federal com a possibilidade de outros partidos da base lançarem suas candidaturas.

Encontro do Partido dos Trabalhadores

Na sexta-feira, o governador participou do evento, falou, avaliou o cenário e mais uma vez, disse que ainda é cedo para definir nomes e posições. Parece que o pensamento de alguns membros do partido não é bem o que Wellington Dias pensa sobre o pleito eleitoral de 2018.

O governador, como sempre, ressaltou a importância da manutenção da base. Nem precisa ter tanta experiência assim para saber que ninguém ganha uma eleição sozinho. Já que estamos falando de base, ou seja, o conjunto de partidos que dá sustentação política ao governador, que é do PT, é compreensível que se pense estratégias que sejam eficazes para todos e não para uma sigla apenas. Neste caso, se todos trabalham para a reeleição de Wellington Dias, é natural que o partido do governador também demonstre que pensa coletivamente e considere os demais aliados na escolha do que é melhor para o conjunto.

O governador Wellington Dias participou na sexta-feira

A formação de uma chapa não é uma equação tão simples, aliás, é muito complicada e exige habilidade, muita conversa e a capacidade de entender que em alguns casos, é preciso abrir mão individualmente para beneficiar o todo. Tomar uma decisão sem considerar todos os aspectos deste xadrez é aumentar as chances de um resultado desfavorável.

Para deixar a situação mais clara, basta fazer uma comparação com um time de futebol. Se você perguntar ao técnico se ele prefere terminar um campeonato com o artilheiro do torneio ou com o título, acho que ninguém tem duvida que ganhar a competição será a resposta. Assim, vencendo a disputa, ganha o coletivo e ainda aumentam as chances de vitórias individuais, porque quando todos vão bem, as individualidades também aparecem.

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