O xadrez político das eleições do próximo ano

Situação e oposição mexem cuidadosamente as peças com os olhos voltados para a disputa que acontece em Outubro de 2018

Por Douglas Cordeiro
21/07/2017, às 21:14 - Atualizado em 22/07/2017, às 14:25

O Piauí é um Estado que vive política o ano inteiro. Esqueça o discurso de políticos, que durante as entrevistas, não cansam de dizer que só falam de eleição em 2018. É só diante dos holofotes porque nos bastidores as negociações andam a todo vapor.

O governador Wellington Dias, candidato a reeleição, tem como principal objetivo manter a base aliada unida e tentar agregar mais algumas siglas. Ao contrário do que muitos pensam, não é uma tarefa tão simples. Hoje, mais de um ano antes da eleição, a situação é uma. A partir de 2018, quando as definições começam para valer e as cartas são colocadas na mesa, tudo muda como nuvens.

Governador Wellington Dias

Certo mesmo estão as candidaturas de W. Dias (Governador) e Ciro Nogueira (Senador) a reeleição. Aliás, definições que foram feitas após a eleição de 2014. Mas tem a vaga de vice e a segunda vaga para o Senado. Está justamente nesta outra vaga para Senador que mora o problema. É pretendente demais e embora a legislação eleitoral permita mais de dois candidatos, esse é um cenário improvável.

Senador Ciro Nogueira (PP-PI)

Dos aliados, o PMDB é o único que enfrenta problemas internos e tem uma convenção marcada para Janeiro de 2018 para resolver essas pendências. Mas essa disputa é só no nome porque na prática, tudo deve ficar como está. Com a vitória, o grupo governista tira do caminho as pretensões de João Henrique de ser candidato a Governador e Marcelo Castro a Senador.

Presidente da Assembleia Legislativa, Themístocles Filho

As duas vagas restantes na chapa majoritária são disputadas por PT, PMDB, PP, PDT e PSD. Tenho ouvido alguns políticos dizerem que têm simpatia por este ou aquele candidato. Como não estamos em um concurso de beleza, onde o título de miss ou mister simpatia é dado como consolo ao derrotado, o martelo deve ser batido usando outros critérios e embora todos sejam ouvidos, quem segura o martelo é o governador Wellington Dias que dispensa articulador e entra em campo usando sua capacidade de articulação para posicionar as peças no tabuleiro.

Deputado Federal Júlio César (PSD-PI)

Presidente Estadual do PDT, Flávio Nogueira

A oposição tem alguns nomes postos. Wilson Martins, Robert Rios, João Henrique e o ex-senador João Vicente, que comenta para pessoas mais próximas que marchará com os oposicionistas. Por falar nisso, a oposição já começa a cobrar de JVC um posicionamento público dizendo que de fato está na oposição. A conferir.

Ex-senador João Vicente Claudino

Certo mesmo, até agora, é que Robert e Wilson serão candidatos ao Senado. Mas não se tem ainda os nomes dos candidatos a Governador e vice. Apenas prováveis candidatos.

Ex-governador Wilson Martins

Deputado Estadual Robert Rios Magalhães (PDT)

São duas situações bem diferentes. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se um time já estivesse montado, com técnico no comando, com todos os seus titulares, precisando definir apenas algumas posições e outro ainda está a procura de alguém que comande e também de jogadores para completar o plantel. Queiramos ou não, esse quadro é um retrato da realidade e mostra porque um time é mais vencedor que o outro.

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