Wellington de olho no passado, no presente e no futuro

O Governador tem mostrado coerência com seus companheiros de partido mas tem dito que muitas conquistas tiveram participação decisiva dos aliados

12 de julho de 2017, às 02:46 | Douglas Cordeiro

O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff mexeu com os partidos que compõe a base aliada do governador Wellington Dias. Entre eles, está o PP (Partido Progressista) que fazia parte do governo petista e agora da sustentação ao governo Temer. Outro exemplo é o senador Elmano Férrer que era do PTB, aliado de Dilma e agora é do PMDB, partido do Presidente da República. Mudanças que ocorrem frequentemente na política brasileira.

Só que no Piauí, alguns episódios protagonizados por militantes petistas contra integrantes do PP e do PMDB, deixaram claro que a ferida aberta com a mudança no comando do governo federal ainda não cicatrizou. O que também é perfeitamente compreensível.

No meio de tudo isso, Wellington Dias tem repetido sistematicamente de que a manutenção dessa base é importante não só para a eleição de 2018 mas principalmente para o sucesso de sua administração. Como um bom maestro que precisa manter a orquestra afinada, tem mostrado de um lado coerência com seus companheiros de partido mas tem dito em alto e bom som que muitas conquistas do seu governo tiveram participação decisiva dos aliados.

Governador Wellington Dias

Por exemplo, os dois empréstimos solicitados a Caixa Econômica Federal cumpriram todas as exigências legais e estava pronto para ser liberado. Só que faltava a “canetada” final. O tempo passava, passava e nada. Entra em cena o senador Ciro Nogueira e os deputados Mainha e Iracema Portella. Aliás, a liberação do dinheiro foi tratada como exigência do Partido Progressista.

Mais recentemente, o alongamento da dívida do Piauí com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) por dez anos e que representou uma economia de 180 milhões de reais para as finanças do Estado, teve participação decisiva do senador Elmano Férrer.

Isso sem contar que a Assembleia Legislativa, comandada pelo deputado peemedebista Themístocles Filho, nunca criou obstáculos a Wellington Dias e tem aprovado, com raras discordâncias, tudo que é enviado para o parlamento.

Até agora, a torcida da oposição por um “racha” na base ainda é um sonho que está longe de se tornar realidade.