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A eleição no Piauí este ano é como promoção, compre uma e leve duas

O ex-senador João Vicente Claudino, o prefeito Firmino Filho e o senador Ciro Nogueira vivem um xadrez político em que cada peça mexida tem consequência de quatro anos

Por EDITORIA DE POLÍTICA
20/02/2020, às 12:00 - Atualizado em 24/02/2020, às 10:48

Indiscutivelmente esta é uma eleição diferente. As regras, por exemplo, têm proporcionado episódios, no mínimo, estranhos quando comparados com pleitos anteriores.

Antes, todos os partidos disputavam a tapas os candidatos a vereador, os conhecidos “puxadores de votos”, este ano, fogem dos mais votados feito o diabo da cruz. Diversos parlamentares que ficaram nas primeiras posições em 2016 estão vivendo uma verdadeira “via crucis” em busca de legendas para concorrerem à reeleição. Os parlamentares que insistem em ficar, estão invariavelmente, por motivos questionáveis, na mira dos conselhos de ética dos partidos convidados, “educadamente” a sair.

Obviamente, essa legislação esdrúxula, transforma os candidatos em verdadeiras cobaias eleitorais que vão ser usados para saber se o modelo vai ou não ser utilizado em 2022.

Trazendo para nossa realidade, especificamente Teresina, além das regras questionáveis, a eleição está parecida com a tradicional promoção de supermercado onde o cliente compra um produto e leva dois. Este ano, votaremos para prefeito e vereador mas 2022 está presente em todas as falas, atos e fatos.

Nesse contexto, o ex-senador João Vicente Claudino, o prefeito Firmino Filho e o senador Ciro Nogueira vivem um xadrez político em que cada peça mexida tem consequência de quatro anos.

JVC, está reestruturando o PTB em todo o Piauí e já declarou que vai marchar ao lado de Wellington Dias mas que agora, nada está definido, mas ninguém tem dúvida que a capital piauiense é a prioridade mas o outro olho está em 2022.

Firmino, que não é candidato à reeleição, tem sido até agora o principal nome do PSDB. Presença constante na mídia, o prefeito acusa, defende, discute nomes, compara gestões e vai ocupando todo o espaço que pode fortalecendo sua imagem para o seu o próximo desafio que é a eleição estadual.

Ciro, tem fortalecido sua relação com os prefeitos, aumentado o PROGRESSISTAS e vai tirar licença do Senado Federal para percorrer o Piauí para sair com pelo menos 100 cidades na conta do partido.

Além disso, ainda tem o “day after”, o dia seguinte a eleição, que vai mostrar como ficará a base governista. Incrível, mas todos estarão interessados não no que aconteceu após a apuração mas o que os resultados vão projetar para o futuro.

JVC, Firmino e Ciro / Fotos: Portal GP1


PASSANDO A RÉGUA

PSL PARA PREFEITO

O Vereador Luiz André, Presidente Estadual do PSL, disse que o partido ainda não descartou a possibilidade de lançar candidato a Prefeito em Teresina. Quem não acreditou foi o Valter Rei das Motos, que pediu desfiliação e abandonou a história de pré-candidatura ao Palácio da Cidade. Para ele, a sigla marcha mesmo é com Firmino.

O OUTRO LADO

Já Luiz André minimizou a história e disse que faltou ao Valter Rei das Motos atingir o percentual mínimo exigido pela Executiva Nacional do PSL. Seriam pelo menos dois dígitos para ter alguma viabilidade na disputa.

PT PARA 2020

O PT vai dividir o Piauí em diversas áreas para as eleições deste ano. Cada um deles será comandado por uma equipe que coordenar a eleição em um grupo de municípios. A estratégia está definida mas os grupos ainda não foram formados.

IMPASSE CONTINUA

Ainda não foi decida a situação da família Monteiro em relação ao PT. O partido em Teresina já disse "não" e passou a bola para o diretório estadual. O deputado federal Assis Carvalho e o governador Wellington Dias ainda não se manifestaram sobre o caso.

REI DAS MOTOS SOLTA O VERBO

Valter disse que o PSL de Teresina estava querendo usá-lo como laranja e que o partido estava fazendo "conchavos" com outro pré-candidato. Ao descobrir decidiu deixar a sigla definitivamente. 


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