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Chegou a hora. Com menos cargos, W. Dias terá uma semana difícil

Nem todos os interesses serão atendidos. Vai sobrar insatisfação e vem uma outra fase, administrar os descontentes

Por EDITORIA DE POLÍTICA
01/04/2019, às 09:00

Não existe outra saída para o Piauí. Os repasses federais em queda livre. A recuperação da economia acontece a passos de tartaruga e o rombo previdenciário consumindo boa parte das receitas.

Vários estados brasileiros, como uma economia bem mais vigorosa que a nossa, já foram a nocaute, atrasando salários, gastando mais do que arrecada e sem previsão de sair do buraco.

Wellington Dias começou o quarto mandato anunciando uma meta de economizar R$ 400 milhões por ano e reduzindo cargos em todos os escalões do governo. Alguns acham até que os cortes deveriam ser mais profundos gerando uma economia ainda maior para os cofres públicos.

Só que estamos falando de números, arrecadação, gastos, economia. Indiscutivelmente, necessários para a situação não fugir do controle.

O problema é que existe o componente político nessa equação. A política tem uma certa dificuldade em entender operações como diminuir e dividir. Sacrifício nunca foi uma virtude cultivada pela pelos políticos. Afinal, como se comenta em bastidores, a negociação começa a partir do que se tem. Ninguém quer perder o que já ganhou e luta sempre por mais. É verdade que os tempos são outros. A sociedade está mais vigilante. Mas não se pode negar que a disputa por espaços faz parte do jogo.

Do ponto de vista formal, o governo começou no início do ano, mas politicamente falando o quarto mandato de Wellington Dias começa esta semana. Serão dias difíceis. Conversas tensas, interesses divergentes, que vão exigir o máximo de habilidade política para ultrapassar essa etapa turbulenta.

Nem todos os interesses serão atendidos. Vai sobrar insatisfação e vem uma outra fase, administrar os descontentes.

Afinal, a eleição de 2020 já começou e é preciso saber o impacto desse descontentamento no processo eleitoral do próximo ano.

Nova equipe começa a ser definida essa semana

PTB DE FÔLEGO NOVO

Com a volta de João Vicente Claudino ao comando do partido o PTB entra na disputa de cargos. Mesmo sem está alinhado com o governo, JVC deu carta branca aos deputados Nerinho e Janaína Marques para ocuparem cargos na nova equipe de governo. Mas, não se pode negar, o partido entra mais forte no jogo.

POR FALAR EM PTB

A vice-presidência da sigla deve ficar com o prefeito de Pimenteiras, Venício do Ó. Comenta-se em bastidores que ele será importante na restruturação do partido e pretende disputar uma vaga na Câmara Federal em 2022.

COM A MÃO NA MASSA

O secretário de Governo, Osmar Júnior, já está em campo. A missão é espinhosa. Ajudar o governador a montar a nova equipe e manter a base unida. Importante na reeleição de Wellington será mais importante ainda agora.

NOVA EQUIPE

Um nome que ainda não foi especulado mas que ganha força nos bastidores é o do diretor-geral do Hospital Infantil, médico Vinicius Nascimento, para ocupar a secretaria de Saúde. Como técnico, sem capital político, teria as condições necessárias para tomar as decisões que a situação atual exige. Tem o aval do governador e de Assis Carvalho.

SE PUDER ESCOLHER?

O Deputado Federal Flávio Nogueira disse que se pudesse escolher não optaria por indicar novamente o secretário de Turismo. Mas, segundo ele, quem decide é o governador.


  • Concordam comigo que quando não se quer que algo gere mal entendido eu devo usar a velha máxima do “palavra de prata” e “silêncio de ouro”?
  • Podem até ter divergências, mas terão que respeitar um governador que não mistura as coisas. O exemplo de Wellington Dias deve ser seguido pelos seus iguais do Nordeste e pelos que fazem parte do seu governo, no Piauí. Querer ver o país pegar fogo é antipatriotismo. E AUTOFAGIA.
  • Centenas de moradores da zona sul de Teresina, notadamente os que residem após o chamado KM 07, estão fazendo manifestação contra péssimo estado da BR 316 no trecho que vai da Casa de Custódia até rotula que leva ao Esplanada e Porto Alegre...
  • O DNIT já iniciou recuperação de trecho que vai do elevado da Miguel Rosa até a rótula da Casa de custódia, mas se sabe que esse trecho está menos comprometido que o motivador da manifestação...
  • O pior: a população está cobrando do Governo do Estado, quando se sabe que a rodovia é federal e que a responsabilidade direta é do DNIT. A cobrança se dá porque algum “bonito” divulgou que há uma “permuta” de responsabilidades, por conta da duplicação da mesma...
  • O certo é que a população está no seu direito. O trecho (longo) está intrafegável. Passar por ali virou um sacrilégio. Imagine quem mora na região e tem que passar todo dia pelo local, em idas e vindas...
  • O DNIT é o responsável pela manutenção e conservação do trecho. Cabe ao DNIT tomar as providências imediatas. Ao Governo do Estado cabe esclarecer isso a população e ajudar já cobrança que o DNIT assuma suas responsabilidades.

“STF age na lei. Diferentemente de Moro, que prendeu para investigar, vazou seletivamente, condenou sem prova, abusou de coercitivas, influiu nas eleições, foi conivente com a expropriação do dinheiro público pelo MPF de Curitiba. O STF, a institucionalidade, Davi e Maia contam comigo”, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

“O novo modus operandi de grande parte da imprensa canalha é inventar ou fazer leitura de uma possível notícia para depois ser desmentida ou ignorada e dizer que o ‘governo recuou ou voltou atrás’. O intuito é o desgaste perante a população para enfraquecê-lo e sabemos para que”, vereador Carlos Bolsonaro.

“Paradoxo brasileiro: os partidos são fracos, o Congresso é forte. Presidente que não entende isso não governa e pode cair; maltratar quem preside a Câmara é caminho para o desastre. Precisamos de bom senso, reformas, emprego e decência. Presidente do país deve moderar não atiçar”, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP).

“Em discurso no Senado Federal, externei minha preocupação com a proposta de reforma da Previdência, pois ela indica que os mais dependentes da ajuda do poder público terão de arcar com a parte mais dura do ajuste”, senador Fernando Collor (PROS-AL).

“Quem comemora a ditadura é cúmplice dos seus crimes”, deputado Federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

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