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É candidato a vereador? Tem muito voto? Procure outro partido

Antes, quando valia a coligação proporcional, os partidos buscavam os “campeões de votos”. Agora, eles são tratados como “bode no meio sala”

Por EDITORIA DE POLÍTICA
01/10/2019, às 11:00 - Atualizado em 02/10/2019, às 17:17

Definitivamente, a eleição do próximo ano será diferente de todas as outras. A mudança nas regras eleitorais impôs aos políticos um comportamento, no mínimo, estranho. Antes, quando valia a coligação proporcional, os partidos buscavam os “campeões de votos”. Agora, eles são tratados como “bode no meio sala”.

Veja a polêmica envolvendo o vereador Dr. Lázaro, do CIDADANIA 23. Os líderes do partido dizem claramente que estão construindo a chapa proporcional do partido sem a presença dele. O motivo seria o fato do parlamentar ter passado todo o mandato sem diálogo com o partido. A verdade é que, com ele, os outros ficam praticamente sem chances de conquistar uma vaga na Câmara Municipal.

A outra face desta moeda são os partidos com um grande potencial de votos como PSDB, MDB e PROGRESSISTAS. Esses possuem inúmeros nomes com votação expressiva e já são chamados de “chapa da morte”. Aqueles com menos votos, não escondem o descontentamento com a chegada de nomes de peso. A previsão é que, nestes partidos, candidatos com até 4.000 votos fiquem na suplência.

O fato é que entrou em cena a figura do “teto de votos”. Em muitas siglas, só serão aceitos pré-candidatos com um determinado potencial de votos. Por falar nisso, briga é o que não falta com a entrada deste ou daquele candidato. É mole ou quer mais.

Tem muito voto? Procure outro partido


PASSANDO A RÉGUA

MUITA ESTRELA PARA POUCO CÉU

A briga interna do MDB para definir quem disputará o Palácio da Cidade em 2020 segue quente. Enquanto o presidente do partido, senador Marcelo Castro, tenta contemporizar a disputa entre Dr. Pessoa, Henrique Pires e Luiz Lobão, o presidente da Assembleia, Themístocles Filho, segue dando corda ao candidato do seu coração, o ex-companheiro de Assembleia, Dr. Pessoa. Nesta segunda, Pessoa entrou de “penetra na reunião da direção do MDB, mesmo não tendo nenhum assento no partido”.

PEGOU AR

Para quem acompanhou de “pé de ouvido” a reunião na sede do MDB, a propósito a mais concorrida do ano no partido, percebeu que logo após Dr. Pessoa tomar a palavra e dizer alguns verbetes que quem saiu foi o deputado Henrique Pires. Apressado, o parlamentar saiu da sala de reuniões do edifício Alberto Silva com cara de poucos amigos, consultado sobre o por que de deixar a reunião logo no início Henrique foi altissonante; “Tem candidato a prefeito demais nessa sala”. O descontentamento é evidente, Pessoa chegou outro dia ao MDB, e já sentou na mesa de reunião com direito a palavra. Na saída Themístocles ironizou: “Eu vou deixar o candidato a prefeito fora da reunião”.

DEIXE DE COISA

Já a terceira estrela da “constelação do MDB” foi a última chegar, o vereador Luiz Lobão, também pré-candidato a prefeito, chegou já no fim da reunião, o parlamentar cumpria agenda no quintal do inimigo, ao lado de Firmino Filho. Themístocles, sentindo o cheiro das plumas azuis e amarelas, saiu pela porta diametralmente oposta à de Luiz Lobão. Quando perguntado pela coluna o por que de não participar da reunião, Lobão respondeu com uma expressão bem popular. “Deixe de coisa” só cheguei atrasado.

CAFEZINHO RUIM

Ainda na reunião do diretório do MDB, um grupo de vereadores foi a sede do partido pedir a ajuda de Marcelo Castro para viabilizar um novo, bilionário, chique e distante aeroporto para Teresina. Dentre os vereadores estavam algumas lideranças íntimas do Palácio da Cidade. Tão íntimas que em um determinado momento um filiado do MDB soltou uma frase, próxima a uma dessas lideranças, sobre o pleito municipal; “É se a gente não tomar essa prefeitura do PSDB ano que vem não tomaremos nunca mais”. A sentença veio bem em meio a um gole do cafezinho, servido com muito carinho na recepção. O veredito da liderança, pega em um rompante de cólera, foi imediato, “ô cafezinho ruim esse do MDB”. Desceu amargo.

BOLSONARO SEM VOTO

O senado federal deve aprovar nesta terça em primeira votação a reforma da previdência. A votação é apresentada aos quatro cantos como uma grande vitória do governo Jair Bolsonaro, mas para os senadores do Piauí não é bem assim. Perguntado, o senador Marcelo Castro respondeu que os votos não são da presidência, e sim da reforma, “não vamos misturar as coisas”, advertiu Marcelo. Já o senador Ciro Nogueira não esconde de ninguém o desapreço pela desarticulada articulação de Bolsonaro, restou apenas o senador Elmano, um dos bravos articuladores de Bolsonaro no senado.

NADA SATISFEITA

A deputada Federal Margarete Coelho (PROGRESSISTAS-PI), não ficou nada satisfeita com o relatório apresentado pelo deputado Federal Capitão Augusto (PL-SP). O parlamentar praticamente descartou todas as propostas apresentadas pelo grupo de trabalho coordenado por Margarete. O relator simplesmente aprovou integralmente o que foi enviado no pacote anticrime de Sergio Moro. Para a parlamentar, o relator demonstrou um apego muito grande a matéria ficando imune ao debate.


FOTO DO DIA

Deputado Henrique Pires na reunião do MDB

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