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Há 15 anos PT e PSL se uniam para disputar a Prefeitura de Teresina

O fiasco foi histórico, tão grande que o PT junto com o partido de Bolsonaro conseguiu ser derrotado pelo comediante “Quem-Quem” que ficou em terceiro lugar

Por EDITORIA DE POLÍTICA
07/11/2019, às 10:00 - Atualizado em 08/11/2019, às 12:24

Provavelmente você já ouviu a célebre frase do ex-governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto; “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. A sentença, dita por um dos maiores articuladores do golpe militar de 1964, se encaixa perfeitamente quando aplicada ao cenário político teresinense em 2004, 15 anos atrás. Enquanto Sílvio Mendes e Elmano Férrer se uniam para suceder o então jovem Firmino Filho que acabava seu segundo mandato, do outro lado uma série de inconsistências políticas históricas marcavam a capital do estado.

A principal candidata rival de Sílvio era ninguém menos que a ex-primeira dama caçada do Brasil. Atentai bem, Adalgisa Paiva e Marcos Tavares Silva levaram as eleições para o segundo turno e perderam para Sílvio Mendes. Marcos Silva era vice de Firmino e de forma inédita se candidatara para ser vice, de novo. Mas os desvarios históricos ainda estão por vir. O PT se uniu ao PSL, sigla de direita nos tempos atuais. A coligação “Teresina é de todos” era capitaneada por Flora Izabel (PT) e Gessivaldo Isaías (PSL), um pastor social liberal. O fiasco foi histórico, tão grande que o PT junto com o partido de Bolsonaro conseguiu ser derrotado pelo comediante “Quem-Quem” que ficou em terceiro lugar.

Completando o conjunto de fatos insólitos trazidos pelas eleições municipais de 2004, estava o ex-deputado estadual Robert Rios, a época um comunista convicto no PC do B. De lá pra cá as eleições municipais na capital foram sempre marcadas pela atonia da oposição que nunca conseguiu disputar de fato o palácio da cidade com o PSDB. Em 2020 um novo cenário se desenha com prováveis três fortes candidaturas de oposição e uma base governista indecisa. Como bem definiu Napoleão; “A História é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo”. Resta saber de quais mentiras riremos daqui a quinze anos.

Deputada Estadual Flora Izabel


PASSANDO A RÉGUA

TÔ FORA

Se depender do secretário de Governo da Prefeitura de Teresina, Fernando Said, a dezena de nomes que Firmino Filho tem de pretensos candidato a prefeito vai diminuir. Em entrevista a TV Cidade Verde, na tarde desta quarta-feira (06/11) o ex-presidente da Câmara de Teresina foi enfático.

“Não estou candidato, não sou candidato e não serei candidato. Não é minha pretensão”.

O sonoro “não” de Fernando é mais uma negativa na lista de Firmino. A dúvida é se esse “não” durará até março do ano que vem.

CADÊ MEU FUNDO

Entre um papo e outro na Câmara a Coluna conversou com um dirigente partidário de uma das siglas com a maior verba de fundo partidário do Brasil. Os bilhões do partido que saem de Brasília não chegam nem perto da Chapada do Corisco. O dirigente em questão há tempos tenta se reunir com a direção nacional da legenda, a intenção, porém, esbarra nos dois mil reais necessários para comprar uma reles passagem de avião para ir a capital federal. O detalhe é que a legenda receberá, só em 2019, 400 milhões de reais de fundo partidário. Tá faltando prestígio em Brasília.

CARAVANA DA POLÊMICA

A jornalista Samantha Cavalca revelou que a viagem dos governadores do Nordeste à Europa já está dando problemas. É que o presidente da França, Emmanuel Macron, quer ser o primeiro a recebê-los. Mas os governadores estão ponderando o destaque deste encontro.

REPERCUSSÃO NO BRASIL

A questão é a recente polêmica entre o presidente francês e o presidente brasileiro. Os governadores, que são oposição a Jair Bolsonaro, querem evitar que isso seja interpretado como uma afronta e crie mais problemas no relacionamento com a presidência da República.

SEM TEMPO A PERDER

Já tem candidato a prefeito de Teresina procurando conversar com os concorrentes sobre o segundo turno das eleições. O objetivo é tratar de unir forças. Se 2022 chegou antes de 2020, não é de se estranhar que o segundo turno seja tratado antes do primeiro.


FOTO DO DIA

Firmino Filho em Brasília


FALA, PEDRO

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