Vendaval foi um dos maiores dos últimos 10 anos em Teresina

Werton Costa explica que a nuvem se formou de forma isolada sobre a capital, um cumulonimbus provocado pelo calor e um pico na pressão atmosférica

Por Wesslley Sales
07/10/2019, às 09:00 - Atualizado em 08/10/2019, às 17:01

De setembro a novembro a região Nordeste, que vive o período mais seco do ano com B-R-O-BRÓ, também recebe as chamadas “chuvas do caju”. Mas, Teresina viveu na última sexta-feira (04/10) um fim de tarde atípico. Rajadas de ventos atípicas provocaram queda de árvores, destelhamento de casas e falta de energia em vários pontos da cidade.

Para a meteorologia um conjunto de fatores provocou o vendaval de 83 km/h. Werton Costa explica que a nuvem se formou de forma isolada sobre a capital piauiense, um cumulonimbus provocado pelo calor e um pico na pressão atmosférica.

“É o que chamamos de vendaval típico com uma incrível velocidade, a maior nos últimos 10 anos. Dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registraram crescimento do calor disponível no momento. Outro fator foi a pressão atmosférica que caiu de mil para 998 hpa. Três horas antes do vendaval também foi registrado um aumento rápido na umidade do ar. Tudo isso combinado favoreceu essas rajadas de vento”, analisou o climatologista.

Werton Costa classificou o evento como de alto risco pela velocidade do vento, afirmando ainda que algo assim é praticamente imprevisível pela rapidez como as nuvens se formam.

ENTENDA O VENDAVAL QUE ATINGIU TERESINA

registro do pico da velocidade dos ventos pela Estação Meteorológica do Aeroporto de Teresina

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