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Energias solar e eólica movimentam R$ 5 bilhões e empregos no Piauí

A geração de energias renováveis no Piauí é uma realidade. Os investimentos chegam a R$ 5 bilhões e geram milhares de empregos

Reportagem de Douglas Cordeiro e Wesslley Sales

Sim, a geração de energias renováveis no Piauí é uma realidade. 

Os empreendimentos movimentam R$ 5 bilhões e geram milhares de empregos. É o que afirma o Secretário Estadual de Mineração, Deputado Wilson Brandão Filho. 

Nesta entrevista exclusiva o parlamentar fala ainda sobre política e que o PROGRESSISTAS faz o dever de casa para chegar com força na mesa de discussão da sucessão do Governador Wellington Dias.

Hoje, o Piauí já exporta energia. Para se ter uma ideia, apenas uma empresa, a Nova Olinda, em Ribeira do Piauí gera energia solar mais que a hidrelétrica de Boa Esperança.

PORTAL DOUGLAS CORDEIRO - Qual a realidade hoje da mineração no Piauí?

WILSON BRANDÃO - Estamos focados no setor de energias renováveis. Se no passado falávamos em um novo Piauí nos Cerrados, hoje falamos em um novo Piauí no semiárido, região de Simões, Queimada Nova, Curral Novo, São João do Piauí, entre outros municípios que estão com projetos de energia eólica e solar. Sem esquecer também do nosso litoral, em Ilha Grande. São mais de R$ 5 bilhões em empreendimentos no Piauí com geração de empregos na região. 

Cerca de 90% dos empregos que surgem são para pessoas da próxima região, gerando renda e desenvolvimento. Em Queimada Nova, por exemplo, já existem hotéis e restaurantes que não tinham antes. É dinheiro circulando na região, nas mãos do povo piauiense. Nós éramos no passado, com inauguração da hidrelétrica de Boa Esperança, geradores de energia e sobrava energia. Depois, passamos a interligar o sistema e a comprar energia porque Boa Esperança já não supria o Piauí. 

Hoje, o Piauí já exporta energia. Para se ter uma ideia, apenas uma empresa, a Nova Olinda, em Ribeira do Piauí gera energia solar mais que a hidrelétrica de Boa Esperança. Estive agora em Piripiri com representantes de uma empresa, onde fazem investimento de mais de R$ 1 bilhão em linhas de transmissão saindo de Teresina, Altos, Campo Maior, Piripiri e vai até Ibiapina no Ceará. Temos fundos internacionais, ingleses e holandeses, chineses, italianos ou seja, um grande número de empresas nacionais e internacionais investindo no Piauí. Isso é uma realidade. Imagine, em uma crise dessas, não tivéssemos essas empresas gerando emprego e renda. A perspectiva é termos pelo menos mais 10 a 15 anos de obras neste setor de energia solar e eólica. Estamos no caminho certo.

PORTAL DOUGLAS CORDEIRO - Então, pelo que o Senhor disse a tendência é todo o Estado se transformar em um canteiro de obras neste setor.

WILSON BRANDÃO - O Piauí, tem matéria prima em abundância que é o vento e o sol. Para se ter uma ideia os ventos em Queimada Nova são mais fortes que no litoral. Também tivemos sorte do Piauí, em sua configuração longilínea, ter cruzando no Estado linhões passando de norte a sul do Estado. Eles são pontos de conexão de transmissão. 

Com isso, fazer geração de energia solar em Pedro II e ter linha de transmissão em Piripiri, pela distância se torna inviável. Mas, quando se faz em São João do Piauí, ao lado da subestação está conectando seu negócio diretamente à transmissão. Por isso esses pontos estão se destacando. Então, o Piauí está realmente em evidência. Na energia eólica somos o quinto produtor no Brasil, com perspectiva de chegar a terceiro e na energia solar já somos o terceiro maior produtor do país. Mas, em breve com as plantas que estão sendo trabalhadas, chegaremos em primeiro.

PORTAL DOUGLAS CORDEIRO - Então, são investimentos importantes. Mas, em que grau contribuem efetivamente para o desenvolvimento do Estado?

WILSON BRANDÃO - Esta é uma realidade da economia piauiense. São milhares de empregos gerados. Uma planta de energia solar gera em torno de 400 a 500 empregos na região.

Esta é uma realidade da economia piauiense. São milhares de empregos gerados. Uma planta de energia solar gera em torno de 400 a 500 empregos na região.

PORTAL DOUGLAS CORDEIRO - Falando em política. O Prefeito, que é candidato a reeleição, é da sua base. Qual cenário hoje da disputa em Pedro II?

WILSON BRANDÃO - Tivemos uma reunião ampliada com o Prefeito Alvimar Martins, a ex-prefeita Betinha Brandão e os pré-candidatos a vereador, além dos oito vereadores da nossa base. Alinhamos toda nossa estratégia para 2020, concentrando todos nossos pré-candidatos no Progressistas. A Betinha fica no PSB, que é um partido histórico em Pedro II. Temos o apoio do Senador Ciro Nogueira. A avaliação da gestão é positiva, com grandes obras acontecendo, principalmente agora com grande reforma do Hospital de Pedro II e da rodoviária. Tudo com recursos próprios. 

Temos várias emendas parlamentares para calçamento, a revitalização do açude Joana, que está com 70% da sua capacidade hídrica. Toda eleição em Pedro II é bem disputada, trabalhosa, onde temos que ir a campo convencer o eleitorado. É uma cidade complexa e com problemas de infraestrutura, mas que tem um gestor com a experiência de três mandatos e por isso estamos confiantes na vitória.

PORTAL DOUGLAS CORDEIRO - O principal adversário é do PT, da base do Governador. O Senhor acredita que saíram feridas difíceis de sarar depois da eleição?

WILSON BRANDÃO - Pela minha experiência de 30 anos no parlamento, de passar por várias eleições, posso dizer que cada partido luta para se fortalecer e consolidar no município. A base da eleição estadual é a base da eleição municipal. Essa eleição a cada dois anos nos leva a ter duas estratégias, mas você só chega forte na eleição estadual se tiver base municipal. Muito mais agora, que não tem mais coligação proporcional e os partidos tem que ter chapas fortes para fazer boa base nos municípios. 

Com o PROGRESSISTAS não é diferente, o partido está se fortalecendo e se estruturando em todo o Piauí para chegar em 2020 e sentar a mesa de discussão da sucessão do Governador Wellington Dias. 

Naturalmente o PT tem seus interesses, assim como MDB, PDT de alcançar o poder. O PROGRESSISTAS faz o dever de casa na capital e no interior para chegar fortalecido em 2022 com perspectiva de candidatura própria do partido.

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