"Confiem na advocacia do Piauí", pede presidente da OAB

Sobre a "Operação Coiote”, deflagrada pela GAECO, Celso Barros Neto externou a preocupação sobre como os fatos foram divulgados

Por Tarcio Cruz
22/05/2019, às 13:00 - Atualizado em 25/05/2019, às 00:31

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, Celso Barros Coelho Neto, posicionou-se contra a forma como o Ministério Público expôs os fatos da "Operação Coiote” e algumas buscas e apreensões feitas em escritórios de advogados sem a prévia comunicação à OAB Piauí, na cidade de São Raimundo Nonato.

Sobre o papel da OAB-Piauí, perante a sociedade, o presidente Celso Barros Neto falou da adoção de inúmeras políticas de divulgação de informativos referente às ações da OAB-Piauí, por meio de outdoors, redes sociais e site, além do Portal da Transparência. 

“A OAB Piauí está inserida no Portal da Transparência e qualquer advogado tem acesso às informações, por meio do Sistema. O nosso intuito é levar as ações que aqui são desenvolvidas para a sociedade em geral.”, destacou.

Sobre a "Operação Coiote”, deflagrada pela GAECO, o presidente Celso Barros Neto externou a preocupação em relação a forma como os fatos foram divulgados na sociedade que, segundo ele, houve uma criminalização através das falas dos representantes do Ministério Público de forma excessiva. 

“Houve condutas por parte de representante do MP desvirtuando o papel do advogado. Temos a convicção de que o MP cometeu várias irregularidades procedimentais e, em virtude disso, a OAB Piauí ajuizará uma mandado de segurança, já que houve a operação de busca e apreensão em escritórios sem a presença de um representante legal da OAB”, explanou.

O presidente Celso destacou ainda a importância da presença da OAB Piauí durante as investigações e da defesa das prerrogativas dos advogados. 

“Na última sexta-feira (17/05), o presidente da Comissão de Defesa das prerrogativas dos advogados, Marcus Nogueira, esteve presente na cidade de São Raimundo Nonato, acompanhado o andamento das investigações. Estamos atentos e tomaremos as medidas cabíveis quando necessário. A OAB Piauí é uma entidade de classe que precisa ser ouvida e respeitada, e quando se generaliza a conduta dos advogados está se generalizando contra a própria sociedade”, informou.

O presidente enalteceu o papel atuante das mais de 50 Comissões Temáticas, que desenvolvem ações diariamente em prol da sociedade e da classe advocatícia do Estado. 

“Estamos reformulando o site institucional e divulgamos, em tempo real, os trabalhos desenvolvidos pelas Comissões. Além disso, temos a Ouvidoria da OAB Piauí em pleno funcionamento. Os profissionais da advocacia são de extrema relevância para o nosso dia a dia e a nossa Instituição está de portas abertas para a sociedade”, finalizou.

Celso Barros Neto respondeu aos questionamentos sobre a vaga do Quinto Constitucional. O dispositivo do art. 94 da Constituição Federal determina que a composição dos órgãos de segunda instância da jurisdição, bem como dos órgãos de jurisdição superior, terá um quinto de seus membros recrutados por advogados, com mais de dez anos de efetivo exercício da profissão e membros do Ministério Público. 

“A Composição da lista de advogados é definida pela OAB, que pode ser direta ou indireta. Na Seccional Piauí, o Conselho Pleno se reunirá para deliberar sobre a matéria”, disse.

Por fim, o presidente destacou que a sociedade deve confiar nos advogados, vez que os os profissionais da advocacia levam a Justiça aos cidadãos e são a base da democracia.

Celso Barros Neto, presidente da OAB-PI

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