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Reajuste do judiciário é 36 vezes maior que a inflação

Para o senador Ricardo Ferraço a aprovação do projeto vai causar repercussão financeira em todos os estados

Por Wesslley Sales
09/11/2018, às 09:11 - Atualizado em 09/11/2018, às 03:11

O impacto do reajuste de 16% nos subsídios aos ministros do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da União é de quase R$ 5 bilhões ao ano. O aumento foi aprovado em sessão do Senado por 41 parlamentares. Dentre os 16 senadores que votaram contra está a piauiense Regina Sousa (PT).

Com o reajuste, que vai agora à sanção presidencial, o salário de um ministro do STF passa dos atuais R$ 33,7 mil para 39,2 mil mensais. Apesar de ser um reajuste 36 vezes maior que a inflação oficial registrada em outubro deste ano (0,45%) a justificativa é que o Supremo tomará medidas para não aumentar despesas.

“O presidente do STF ligou para mim dizendo que eu ficasse despreocupado ao votar esta matéria porque há um teto de gastos, assim como a PGR, e que não ultrapassariam em um centavo esse teto”, disse o presidente do Senado, Eunício Oliveira, à TV Senado.

O Senador Fernando Bezerra, um dos relatores da matéria afirmou que o fim do auxílio-moradia do judiciário eliminaria o impacto do reajuste. Mas, para o Senador Ricardo Ferraço a aprovação do projeto vai causar repercussão em todos os Estados por ser um momento de crise e vai jogar para cima o teto de gastos do funcionalismo público.

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