Secretaria emite nota sobre Febre do Nilo Ocidental no Piauí

O caso corresponde a uma jovem residente na zona rural de Picos que sofreu um quadro de paralisia muscular flácida aguda, em 2017 mas os resultados dos exames só saíram agora

10 de fevereiro de 2019, às 09:30 | Redação

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI) confirmou, a ocorrência de mais um caso humano de doença neurológica pelo vírus da febre do Nilo Ocidental no Estado. O caso corresponde a uma jovem residente na zona rural de Picos que sofreu um quadro de paralisia muscular flácida aguda, em 2017. A paciente esteve internada no Hospital Universitário da UFPI (HU) quando então foi aplicado o protocolo de investigação padrão para diagnóstico de doenças neuroinvasivas implantado pela SESAPI, recebeu tratamento e recuperou-se por completo. Os exames foram coletados à época, mas o Ministério da Saúde liberou os resultados apenas no início de 2019, indicando a presença de anticorpos neutralizantes contra o vírus no sangue da paciente.

O primeiro e até então único caso de febre do Nilo Ocidental no Piauí havia ocorrido em agosto de 2014, correspondente a um vaqueiro procedente da cidade de Aroeiras do Itaim. Este foi o primeiro caso da doença no país. À época, exames realizados em aves e equídeos da região indicaram que estes animais também tiveram contato com o vírus. Até o presente momento, exames de 32 outros casos humanos suspeitos tiveram resultado “indeterminado” no estado. Em abril de 2018, o vírus do Nilo Ocidental foi detectado no cérebro de cavalos adoecidos e mortos com sintomas neurológicos no estado do Espírito Santo, mas sem confirmação de casos humanos naquele estado.

A febre do Nilo Ocidental pode ser transmitida ao homem através da picada de mosquitos infectados com o vírus a partir de aves migratórias (silvestres) infectadas. Não ocorre transmissão pelo contato inter-humano e nem pelo contato com cavalos. A maior parte dos indivíduos infectados não apresenta sintomas e os casos de comprometimento neurológico são excepcionais. As medidas de prevenção são semelhantes àquelas indicadas contra a dengue, zika e chikungunya. Desde 2014, o Estado do Piauí monitora intensamente os casos de doença neurológica e testa todos os casos suspeitos notificados para a doença, tanto na rede hospitalar pública quanto privada.

Secretaria de Saúde do Piauí / Foto: G1


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