Audiência de acusado na morte do menino Philip é adiada em Teresina

O juiz Antônio Nollêto determinou uma busca policial para encontrar a testemunha para participar da sessão

Por Ravi Marques
06/11/2019, às 13:00

A principal testemunha do crime contra o menino Philip Guerra, não compareceu a audiência de instrução e julgamento e por isso ela foi adiada. A nova audiência deve acontecer ainda neste ano, em dezembro. O juiz Antônio Nollêto determinou uma busca policial para encontrar a testemunha para participar da sessão. Essa testemunha é peça fundamental para o andamento do processo.

"Mais uma vez a audiência foi adiada. A testemunha ocular sumiu, não apareceu e o juiz determinar uma busca coercitiva para encontrar a testemunha e ela vir, nem que seja a força", disse Robson Guerra, pai do garoto.

Phillip foi assassinado em fevereiro de 2014 na frente de casa, na Vila Carolina, região do Bairro Promorar, na Zona Sul de Teresina, enquanto esperava uma pizza. Na época, o garoto tinha 4 anos.

O garoto estava na calçada quando dois homens em uma motocicleta apareceram na rua seguindo outro rapaz. Eles eram rivais. O garupa da moto era um adolescente de 15 anos, ele atirou em várias direções e uma bala acertou o Phillip, que morreu em seguida.

Hoje o atirador tem 20 anos e na época foi apreendido e cumpriu a medida socioeducativa. O piloto da moto é o Francisco das Chagas dos Santos Machado Sobrinho. Frank, como é mais conhecido, havia sido preso, mas em 2016 fugiu da casa da custódia após receber a visita de um irmão, que ficou no lugar dele. A ausência do Frank só foi sentida uma semana depois e ele foi encontrado após 3 meses na Zona Norte

Na audiência desta quarta-feira Frank não compareceu porque, mais uma vez, está foragido. E quem foi ao fórum foi Robson, pai do garoto.

"Tem uma semana que não sei o que é dormir, ansioso por essa audiência e saber que não deu em nada. É triste. Mas não desisto de buscar justiça pelo meu filho", disse Robson.

Robson se emociona quando lembra do filho, que tinha uma vida toda pela frente.

"Quando lembro do meu filho só sei chorar. É uma dor grande", falou chorando o pai.

Frank, um dos acusados

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