Em Teresina, 790 mil pessoas não pagam passagem de ônibus

A meia passagem do sistema de transporte, por exemplo, é praticada em Teresina com preço abaixo de 50%

Por Wesslley Sales
04/01/2019, às 11:06 - Atualizado em 04/01/2019, às 17:14

O teresinense não está nada satisfeito com o aumento de R$ 3,60 para R$ 4,02, um reajuste de 11% na tarifa de ônibus. Para o gerente de Planejamento da STRANS a medida tem gosto amargo, mas necessária para manter o sistema funcionando, um cálculo previsto em edital que passa pelo Conselho Municipal de Transporte Público.

“No cálculo entram todos os gastos com o sistema como combustível, manutenção e a gratuidade, entre outros. A meia passagem, por exemplo, é praticada em Teresina com valor abaixo da metade do valor. As maiores oscilações foram o combustível com média de 13% de variação, IPCA e Índice de Preço de Veículos chegam a variação próxima a 5%”, explica Denilson Guerra.

Teresina possui uma frota de 420 ônibus operada por 10 empresas. Mensalmente os veículos rodam em torno de 3 milhões de km, transportando 5,7 milhões de passageiros. Deste total, 13,9%, o que corresponde a 790 mil pessoas, não pagam passagem. Já a meia passagem sai de R$ 1,15 para R$ 1,28, garantindo aos estudantes pagar menos que 50% do valor da passagem, o que também onera o sistema. Com isso, a Prefeitura de Teresina paga. todos os meses, pela gratuidade e meia passagem usadas no sistema.

“Se você tem cinco pessoas pagando tarifa e uma delas tem gratuidade. Se tarifa custa um valor X, ao invés de ser dividido por cinco será divido por quatro. Isso gera um deficit, onde tem meses que a arrecadação não será suficiente para pagar a remuneração. Sem o reajuste a diferença teria que ser arcada pela Prefeitura, que deixará de investir em outras áreas também importantes como saúde, educação, obras e até mesmo na melhoria do sistema de transporte público”, completou.

Sistema de Integração de Teresina / Foto: GP1

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