Homem matou a mulher a facadas de forma premeditada em Piripiri

“Culpabilidade intensa, tendo em vista a premeditação e frieza com que praticou o delito, sendo sua conduta merecedora de maior censura", disse o juiz

Por Vitor Fernandes
02/12/2019, às 10:00 - Atualizado em 02/12/2019, às 10:34

Fernando José Sousa Silva, conhecido como “Zé Iôiô”, matou a facadas sua ex-esposa, Irismar Castro, no dia 19 de junho do ano passado, no município de Piripiri. Mais de um ano e cinco meses depois, veio a condenação. Ele terá que cumprir pena de 22 anos e 3 meses na cadeia, inicialmente em regime fechado.

O Tribunal Popular do Júri condenou Fernando pelo assassinato de Irismar. Na sentença de aplicação de pena, o juiz de Direito Antônio Francisco Gomes de Oliveira, da 1ª Vara da Comarca de Piripiri, afirma que o réu planejou o crime e o executou com frieza.

“Culpabilidade intensa, tendo em vista a premeditação e frieza com que praticou o delito, sendo sua conduta merecedora de maior censura. Quanto aos motivos, tem-se que o delito ocorreu por motivo fútil. As consequências são desfavoráveis, haja vista a eliminação prematura de uma vida humana, deixando as filhas órfãs de mãe”, analisou o magistrado.

No julgamento, o promotor de Justiça José Hamilton Bezerra Lima refutou a tese de legítima defesa. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Piauí, o réu não aceitava a separação de sua ex-companheira.

O Conselho de Sentença, reunido em sala secreta, por maioria reconheceu a materialidade e a autoria delitiva, bem como a prática do crime de homicídio com as seguintes qualificadoras: motivo fútil, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa do ofendido e contra a mulher em razão da condição de sexo feminino.

Zé Iôiô é assassino confesso, responde a outros processos criminais na comarca de Piripiri e está preso desde 20 de junho de 2018. O juiz recomendou que a pena de reclusão imposta ao réu seja cumprida na Penitenciaria Regional Luís Gonzaga Rebelo.

“O acusado está preso e nesta condição deve exercer seu direito ao recurso, haja vista que persistem os motivos ensejadores da sua custódia cautelar, na medida em que o crime por ele perpetrado é concretamente grave. Diante disso, resta evidente o perigo que a sua liberdade traz à ordem pública, já que evidente o alto grau de sua periculosidade social”, escreveu o magistrado, justificando que a pena privativa de liberdade não poderia ser substituída por restritiva de direito.

Julgamento do acusado

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