Justiça proíbe empresas de realizar concurso público por fraude

Segundo a polícia, as duas empresas simulavam a concorrência em licitações, onde uma inabilitava a outra e as concorrentes já participavam do processo

Por Ravi Marques
08/11/2019, às 10:00 - Atualizado em 08/11/2019, às 02:45

Pelo menos R$ 4 milhões foram adquiridos de forma irregular por duas empresas responsáveis por realizar concursos públicos no Piauí e em outros estados. A Crescer e o Instituto Machado de Assis foram alvos da Operação Dom Casmurro, deflagrada nesta quinta-feira (07/11) pela polícia civil, que segundo ela, essas empresas fraudavam licitações, alternando a empresa vencedora para realizar certames nos município. Exemplo disso foi a cidade de Cocal que teve um concurso público cancelado a pedido do Ministério Público.

As duas empresas estão proibidas de realizar concurso público por ordem da justiça. De acordo com Ferdinando Martins, Delegado de Combate à Corrupção (DECCOR), todos os empresários e outras pessoas envolvidas devem ser ouvidos nesta sexta-feira (08/11) e que essas empresas atuavam no Piauí, Maranhão, Pernambuco, Bahia e Pará. Tanto as empresas quanto os empresários já foram notificados.

"Nós fizemos buscas nos endereços de pessoas ligadas ao Instituto Machado de Assis e Crescer, nesses imóveis encontramos vários documentos que comprovam o envolvimento entre as empresas com o objetivo de encaminhadas licitações", disse o delegado.

Ainda de acordo com o delegado as fraudes aconteciam da seguinte forma: as duas empresas simulavam a concorrência em licitações, onde uma inabilitava a outra e as concorrentes já participavam do processo sabendo quem ia ganhar.

Policiais da DECCOR

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