Pai e primo de prefeito preso no Piauí ganham liberdade provisória

As decisões de soltura foram expedidas pelo juiz Jorge Cley Martins, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina

09 de dezembro de 2019, às 14:00 | Vitor Fernandes

A Justiça concedeu liberdade provisória a duas pessoas ligadas ao prefeito de Bertolínia, Luciano Fonseca, preso na Operação Bacuri, deflagrada na última terça-feira (03/12), pelo Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (GAECO). Aluísio José de Sousa e Richel Sousa e Silva, pai e primo do prefeito, respectivamente, são suspeitos de desvio de dinheiro público no município. As decisões de soltura foram expedidas pelo juiz Jorge Cley Martins, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e realizadas buscas e apreensões nos municípios de Bertolínia, Sebastião Leal e Teresina. O grupo do Ministério Público investigou um esquema de desvio de dinheiro público, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e entrega de uma ambulância do município em pagamento de dívida pessoal do prefeito de Bertolínia.

Na residência de Aluísio José, em Bertolínia, foi encontrada uma espingarda de calibre 38. A autoridade policial arbitrou fiança no valor de R$ 998, em face do crime em tese ter pena de detenção de um a três anos e multa, o que foi mantido pelo juiz.

Aluísio é dono de uma farmácia e teria recebido recursos desviados por meio das empresas Attanasio Veículos, de propriedade do Richel, e da Construtora Aparecida, de propriedade do Kairon Tácio, primo do procurador do município, Max Weslen, também detido na operação.

Já no apartamento de Richel Sousa, em Teresina, foi encontrado um revólver marca Taurus, Calibre 38, acompanhado de 13 cartuchos do mesmo calibre e nove estojos deflagrados. O magistrado manteve a fiança no valor de R$ 666, arbitrado pela autoridade policial.

Richel foi contratado para prestação de consultoria e assessoria jurídica, recebendo o montante de R$ 212, 7 mil. Segundo o MP, ele movimentou R$ 7,4 milhões entre 2013 e 2018 por meio de pequenas transações bancárias.

Como os fatos ocorreram na cidade de Bertolínia, o juiz Jorge Cley afirmou que, “se o cometimento do delito se deu naquela comarca, aquele juízo é o competente para o processamento e julgamento do feito”. Sendo assim, ele declinou a competência para apreciação do caso para a comarca de Manoel Emídio, da qual o município de Bertolínia é posto avançado/termo judiciário.

Jorge Cley entendeu ser necessário condicionar a liberdade provisória dos acusados sob medidas cautelares. Eles deverão comparecer sempre que intimados, e não poderão deixar a Comarca onde residem sem prévia autorização por mais de oito dias, nem mudar de residência sem prévia comunicação ao Juízo.

O prefeito Luciano Fonseca continua preso preventivamente e foi afastado de suas funções. O vice-prefeito Geraldo Fonseca (REPUBLICANOS), conhecido como Geraldim, o substituiu no cargo.

Luciano Fonseca / Foto: Portal GP1


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