FMS de Teresina abre sindicância e colabora com investigação da PF

O presidente da FMS explicou também que a questão do superfaturamento na compra de produtos deve ser analisada com muito cuidado

03 de setembro de 2020, às 09:00 | Tarcio Cruz

Em entrevista coletiva no final da tarde desta quarta-feira (02/09), o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Manoel de Moura, informou que o órgão está colaborado com a Polícia Federal nas investigações sobre possíveis irregularidades em contratos para aquisição de materiais de saúde no combate à COVID-19. Ele ressaltou que está tranquilo e que confia plenamente no trabalho da PF.

“Repassamos toda a documentação que nos requisitaram. Oferecemos todo o apoio e estamos abertos a oferecer aos agentes da lei qualquer informação que eles precisarem", disse Manoel de Moura, ressaltando que todos os atos administrativos da FMS passam por avaliação de órgãos de controle externos do Estado e da União.

O presidente da FMS explicou também que a questão do superfaturamento na compra de produtos deve ser analisada com muito cuidado. 

“Isso porque alguns produtos hospitalares tiveram aumento significativo do preço devido à grande demanda no mundo inteiro e também à alta do dólar. Antes da pandemia, o preço médio de mercado de uma máscara, por exemplo, girava em torno de R$ 7,00 a 11,00. Com a escassez do produto nos meses seguintes, o valor chegou a R$ 40,00. Outro exemplo são os testes rápidos de COVID-19, cujo preço variou entre R$ 63,00 a R$ 200,00, e atualmente foi possível comprar, através de licitação, por R$ 13,80”, esclareceu.

Durante a coletiva, ele informou também que a direção da Fundação não tinha conhecimento do suposto envolvimento de uma servidora em possíveis irregularidades e adiantou ainda que a FMS abriu sindicância para apurar o caso.

De acordo com o presidente da FMS, todas as ações adotadas durante essa crise sanitária foram com o objetivo de proteger servidores e pacientes. 

“Diante da emergência em saúde pública, foi necessário celebrar contratos com dispensa de licitação, conforme prevê a lei, para atender a cidade durante a pandemia do novo coronavírus.  Mesmo diante do número expressivo de casos de COVID-19 no mês de junho, o sistema de saúde de Teresina não entrou em colapso, diferente de outras capitais brasileiras, e tivemos condições de salvar muitas vidas”, ressaltou Manoel de Moura.