No Piauí, Paulinho da Força ataca articulação e Bolsonaro

O paramentar lembrou as promessas de campanha do presidente e rechaçou qualquer imposição para a votação da reforma da Previdência

Por Tarcio Cruz
25/04/2019, às 15:52 - Atualizado em 26/04/2019, às 17:55

O presidente nacional do SOLIDARIEDADE, Paulinho da Força (SD-SP), criticou a falta de articulação do presidente da República Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar a movimentação atual do presidente, que de acordo com a imprensa nacional, prometeu liberar 40 milhões em emendas para deputados aprovarem a reforma da previdência, evidencia a falta de coerência do atual governo. 

Bolsonaro se reuniu com os presidentes de partidos do “centrão” para negociar votos para a reforma, no Piauí os cargos federais foram “loteados” pela bancada federal e as nomeações devem sair nas próximas semanas. Paulinho lembrou as promessas de campanha do presidente e rechaçou qualquer imposição para a votação da reforma da Previdência. 

“Isso mostra que o Bolsonaro teve um discurso na campanha e agora tem outro. O discurso era de transparência, agora, oferecer recursos para os deputados votarem a previdência é uma coisa absurda. A população tem que ficar atenta, estamos convocando greves e manifestações. Queremos fazer uma reforma justa para todos. O governo não tem voto no congresso, não precisamos negociar com o governo, iremos decidir o que tirar da reforma e acabou”, sacramentou o deputado.

De acordo com Paulinho da Força a reforma ainda sofrerá outras alterações, inclusive os professores podem ser retirados do texto da matéria. 

“Nós somos independentes do governo Bolsonaro, vamos votar as coisas que interessem ao Brasil. Na Reforma da Previdência fizemos alterações importantes na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão que está sendo instalada hoje vamos fazer outras modificações para tirar os trabalhadores rurais dessa proposta do Bolsonaro e tirar os professores, além de outras questões como o Benefício de prestação continuada e a transição que vamos reduzir”, finalizou o parlamentar.

Paulinho da Força e Evaldo Gomes

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