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PT e MDB em rota de colisão pelo comando da CCJ na Assembleia

Henrique Pires (MDB) atual vice-presidente e Franzé Silva (PT) discordam quanto aos critérios para indicação do novo presidente

Por Tarcio Cruz
08/05/2019, às 11:05 - Atualizado em 08/05/2019, às 04:05

Mais uma batalha entre PT e MDB se anuncia na Assembleia Legislativa do Piauí. Após disputas intensas pela vaga de vice na chapa de Wellington, briga pela presidência da Assembleia e cargos no secretariado, as siglas agora devem brigar pela presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Comissão mais importante da casa, por ela passam todos os projetos. Após a saída de Wilson Brandão, que se licenciou para assumir a Secretaria de Mineração, Henrique Pires (MDB) atual vice-presidente e Franzé Silva (PT) discordaram quanto aos critérios para indicação do novo presidente da CCJ.

Franzé pediu respeito ao critério já definido de proporcionalidade. De acordo com o preceito estabelecido anteriormente, o maior partido indicaria o presidente da CCJ. Com a saída dea Zé Santana (MDB) e Pablo Santos (MDB) e a chegada de três petistas, o partido de Wellington se tornou o maior da casa. 

“Marcamos uma conversa com o presidente Themístocles para que a gente dialogue com relação a nova formação das comissões. A nossa orientação é que sempre se busque o diálogo, fizemos isso para equacionar litígios anteriores e não vai ser agora com a saída do deputado Wilson Brandão da presidência. Pelos critérios de peso de cada bancada, pelo tamanho dos partidos, o PT tem sim direito de pleitear a CCJ”, disse o deputado.

Já Henrique Pires ironizou o raciocínio de Franzé e criticou a tentativa de retirar o MDB do comando da CCJ. 

“Então não vamos ter que chamar os deputados do MDB de volta para poder ficar a equação que foi eleita. Nós não podemos ceder nossos bons quadros para o estado e de repente sermos prejudicados dentro da casa. Então nós vamos pedir que o deputado Santana e o deputado Pablo retornem, e aí é restabelecido. Respeito os suplentes, mas o que vale são os 30 eleitos. Essa vaga cabe ao MDB, o acordo que foi feito é que a comissão pertence ao nosso bloco. Discordo prontamente desse critério”, criticou Henrique Pires.

Franzé Silva e Henrique Pires

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