"Oposição cobra mas vota contra recursos para o Piauí", diz Limma

Ele disse que é preciso ter coerência, pois o debate no legislativo é político e a oposição já está visando as eleições de 2020 e 2022

Por Tarcio Cruz
02/10/2019, às 12:00

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Estadual Francisco Limma (PT), afirmou que o parlamento é espaço para debater as ideias, quer sejam elas contra a favor, mas não é espaço para falta de respeito e intolerância. O deputado respondia críticas da vice-líder da oposição na Casa, deputada Teresa Britto (PV). 

A parlamentar também ocupou a tribuna para comentar a administração estadual e cobrar detalhes da aplicação dos recursos obtidos pelo governo através do Finisa,  programa intermediado pela Caixa Econômica Federal.

“O maior erro é dizer uma coisa aqui e fazer outra ali. A deputada não é melhor do que eu ou do que qualquer outro parlamentar. O mais besta que tem aqui é deputado estadual. O maior erro da oposição é a incoerência. Ela vai visitar a Uespi e ao invés de ouvir os dirigentes, os professores, fica fazendo deduções. E fica cobrando aqui a melhoria dos serviços da educação, da saúde, mas na hora que vem um projeto para conseguir recursos para o Estado vota contra”, afirmou.

Limma disse que na votação do pedido de empréstimo a maioria dos parlamentares teve equilíbrio e aprovou a matéria, mas os deputados da oposição ficaram obstruindo. Dizer que banco é coisa de agiota é desconhecer a economia, vá estudar economia para saber que banco empresta mas visa o lucro. Dizer, segundo ele, que um banco que tem R$ 780 milhões de lastro não pode emprestar R$ 1,5 bilhão é não saber que patrimônio não é pode ser confundido com recursos futuros.

“Quando a oposição diz que os recursos do Finisa podem ter sido desviados está desrespeitando os técnicos e auditores do Tribunal de Contas do Estado e do Tribunal de Contas da União, que tem dados sucessivos pareceres aprovando as contas do Estado. O governador Wellington Dias foi eleito quatro vezes no primeiro turno porque trata o Estado com responsabilidade. Dizer que os terceirizados da Uespi não recebem não é culpa do governo, pois a Limpel teve o contrato cancelado em dezembro passado e só voltou porque entrou na Justiça. A dívida dela decorre dos depósitos do Fundo de Garantia e quem trata disso é a Justiça do Trabalho, não é o Estado. Não estamos 100%, mas estamos correndo para resolver os problemas. Não pregamos, como a oposição, o quanto pior melhor. Mas, não pensem que vão ganhar no grito, com esse lenga lenga. Podem até confundir a cabeça do povo, mas as dos deputados não vão conseguir”, afirmou Limma.

Para finalizar, Limma sugeriu que Teresa Britto visite não só os hospitais do interior, mas as unidades do Satélite, do Mocambinho, do Dirceu Arcoverde para ver as condições de seu funcionamento. Ele disse que é preciso ter coerência, pois o debate no legislativo é político e a oposição já está visando as eleições de 2020 e 2022 tentando criar a impressão de que o Piauí está um caos e com isso viabilizar os seus candidatos que são contrários ao governo estadual.

Deputado Estadual Francisco Limma (PT)

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