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REDE em pé de guerra com a candidatura Irmã Graça no Piauí

A reclamação seria porque para a Irmã Graça teria sido destinado R$ 190 mil reais para sua campanha através do Fundo Eleitoral

Por Wesslley Sales
10/09/2018, às 15:09 - Atualizado em 10/09/2018, às 16:09

Fogo amigo na Rede Sustentabilidade no Piauí. Um dos candidatos reclamou em redes sociais sobre o que ele chama de uma “trama” para beneficiar Irmã Graça, que depois de colocar seu nome para o Governo do Estado, agora disputará uma vaga na Câmara dos Deputados.

A reclamação seria porque para a Irmã Graça teria sido destinado R$ 190 mil reais para sua campanha através do Fundo Eleitoral. Os demais candidatos não receberam verba e por isso afirmam que o porta-voz do partido, o empreiteiro, Ildemar Silva, estaria por trás do financiamento.

“A Rede no Piauí está furada. Até ontem uma candidata desconhecida do eleitorado Piauiense chamada de Irmã Graça aparece subitamente entre as primeiras numa pesquisa no meio de deputados federais de mandato. Mais surpresa ainda é ela receber sozinha do fundo eleitoral R$ 190.000,00 reais. Isso é nova política? O porta-voz do partido, o empreiteiro, Ildemar Silva, também conhecido no meio político como “Vampirão”, o qual foi já financiador de campanhas petistas segundo a site da transparência, está por trás da trama de financiar sua candidata a qual é muito parecida apenas esteticamente com a candidata a presidente Marina Silva, mas para mim a irmã não é sósia, e sim uma “fake”. É uma vergonha ver essa situação. A Rede no Piauí é uma extensão da sua construtora do empreiteiro, pois é composta em sua maioria por seus funcionários. Enquanto isso eu e meus outros companheiros de partido vamos fazendo a campanha do tustão de forma simples e honesta. Tenho fé que as coisas mudem nesse país. Desse jeito não muda”, desabafa o candidato.

Ildemar Silva disse à nossa reportagem que a decisão não partiu da direção estadual do partido, mas da coordenação nacional de campanha da Rede Sustentabilidade. O recurso foi distribuído 50% para candidata Marina Silva, outra parte para os candidatos que vão à reeleição e cerca de ¼ ficou para os candidatos nos Estados. A meta é fortalecer a sigla para evitar a cláusula de barreira.

“Como o dinheiro que o partido recebeu do fundo eleitoral foi de apenas R$ 10.6 milhões a decisão ficou centralizada e em cada Estado escolhidas candidaturas entendidas como prioritárias. Estamos ajudando os candidatos no possível com contador, advogado, material gráfico e produtora. Alugamos um carro para cada candidato e repassamos ajuda de combustível entre outras coisas, como orienta a executiva nacional”, concluiu.

Irmã Graça / Foto: OitoMeia

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