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SESAPI pede bloqueio de R$ 6 milhões do Hospital Infantil do PI

Os recursos serão aplicados na reforma estrutural e construção de 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva

Por Wesslley Sales
15/05/2019, às 09:05 - Atualizado em 16/05/2019, às 12:05

Não é apenas o Ministério Público do Piauí que quer o bloqueio de pouco mais de R$ 6 milhões que deveriam ser investidos no Hospital Infantil Lucídio Portela. Em ação protocolada nesta terça-feira (14/05), o Secretário de Saúde, Florentino Neto, solicitou direto à Caixa Econômica Federal a indisponibilidade dos recursos.

O objetivo, segundo Florentino Neto, é garantir que o dinheiro não fique parado sem render juros e ao mesmo tempo, dar uma resposta rápida à ação da 12ª Promotoria de Justiça de Teresina Especializada na Defesa da Saúde Pública, que tem reclamado providências.

“Em todas as circunstâncias em que o Estado do Piauí se manifesta, seja no âmbito judicial ou extrajudicial, sempre apresenta as mesmas declarações, nas quais se resume a afirmar somente que existem processos licitatórios em andamento, mas que nunca alcançaram a tão necessária reestruturação do local. A Secretaria Estadual de Saúde limita-se a apagar pequenos incêndios diante de cada diligência do Ministério Público, sem encarar de modo responsável os graves problemas. O Hospital Infantil é único hospital pediátrico que realiza atendimento em alta complexidade no Estado”, destaca o promotor de Justiça Eny Marcos.

O Superintendente da Caixa Econômica Federal, Jonathan Valença, acatou o pedido do Secretário Florentino Neto. Os recursos, parte dele de emenda do ex-deputado Federal Rodrigo Martins e parte contrapartida do Estado, são para reforma estrutural e construção de 20 leitos de UTI.

“A sociedade, o MP e a gente como gestor, temos razão em ficar apreensivos quando se tem dinheiro para reforma e não se consegue fazer. É uma preocupação nossa também. Temos problemas do ponto de vista dos projetos, aprovação pendente no Corpo de Bombeiros, problema na área do hospital, onde está a continuação da Rua Félix Pacheco, fechada por um acordo a mais de 30 anos. Temos que fazer todas essas regularizações. Por isso, colocamos esses R$ 6 milhões numa aplicação específica e bloqueado. Estamos cuidando dos projetos e mantendo os recursos assegurados e correndo juros”, explicou Florentino Neto.

Florentino Neto, secretário de Saúde

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