Parlamentares lançam Frente em defesa dos bancos públicos

Assis Carvalho é um dos vice-presidentes da Frente e lembrou a luta que liderou no Piauí nos anos 90 contra a privatização das instituições públicas

Por Da Redação
14/06/2017, às 23:34 - Atualizado em 14/06/2017, às 23:52

Deputados e senadores lançaram nesta terça-feira (13), a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos. Os parlamentares querem garantir que instituições como Caixa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, BNDES e outras instituições financeiras públicas continuem exercendo seu papel social como operadores de políticas públicas e do desenvolvimento com inclusão social.

O deputado federal Assis Carvalho, que é bancário da Caixa Econômica Federal, é um dos vice-presidentes da Frente e lembrou a luta que liderou no Piauí nos anos 90 contra a privatização dos bancos públicos, no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Deputado Federal Assis Carvalho (PT-PI)

"Sei que estamos diante da repetição da história. Estamos vendo o nosso patrimônio sendo desmontado com a entrega do Pré-Sal, com a agressividade desmedida ao BNDES e com a redução das agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal”, disse.

Assis destacou a importância de defender o sistema bancário público. 

“Cabe destacar que 25% das habitações do nosso país foram financiadas pela Caixa, o que equivale a 1/4 das habitações de uma nação. Portanto, esta é uma luta de todos nós", afirmou.

O governador Wellington Dias, que também é funcionário da Caixa, foi um dos palestrantes do seminário “Estratégias para financiar o desenvolvimento”, que antecedeu o lançamento da Frente, e que debateu a atuação dos bancos públicos e sua importância para a produção e para os investimentos nas áreas de infraestrutura, indústria, agricultura e serviços. Ele destacou dados sobre o crescimento do Piauí. 

Governado Wellington Dias participou do evento

"Em 2003, o Piauí tinha um PIB nominal de 7,4 bilhões e, no ano passado, chegamos a 43 bilhões. Éramos o estado mais atrasado em energia e passamos de 600 mil para 1,3 milhões de pontos de energia. Ampliamos o crédito do trabalhador rural de 8 mil para 300 mil por ano. Evoluímos de 40 mil para 100 mil empreendedores. Esse é o efeito de colocar o dinheiro na mão dos mais pobres para multiplicar a economia. E o sistema bancário público é uma alternativa fortemente multiplicadora. Precisamos fazer a economia crescer, gerar empregos e proteger as camadas mais pobres", explicou Wellington Dias.

Participaram do evento, deputados, senadores, sindicalistas de vários estados brasileiros que se mobilizam contra a privatização dos bancos públicos. A maioria dos bancos estatais foi entregue à iniciativa privada nos anos 90, nos governos do PSDB e está sendo pautada novamente, agora pelo governo Temer.

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