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“O objetivo é diminuir o custo do trabalho”, diz Regina

Para Regina, a proposta contém inúmeros ataques aos direitos do trabalhador. Um dos mais cruéis deles trata do trabalho da mulher

Por Da Redação
27/06/2017, às 22:06

A senadora Regina Sousa (PT-PI) resumiu, nesta terça-feira (27/06) o que significa o projeto de reforma trabalhista que o governo Temer tenta impor à população. “O objetivo desse projeto é diminuir o custo do trabalho. Ele é cruel para o trabalhador e é muito bom para o empregador”, disse, em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

A CCJ é a última etapa antes da apreciação da proposta pelo plenário. E o que os governistas defendem é que não haja qualquer modificação na proposta, para evitar o retorno do projeto à Câmara. “Que Senado é esse que abre mão de suas prerrogativas?”,criticou a senadora, lembrando que o projeto fala em flexibilização das leis trabalhistas e abre uma porta imensa para que o trabalhador seja completamente desprotegido: no artigo 611, onde se detalha o que pode ser flexibilizado, existe a expressão entre outros. “E nem nisso o Senado pode mexer?, reclamou.

Senadora Regina Sousa (PT-PI)

Para Regina, a proposta contém inúmeros ataques aos direitos do trabalhador. Um dos mais cruéis deles trata do trabalho da mulher. “É muita desumanidade achar que a mulher grávida pode trabalhar em local insalubre", disse, apontando a regra que abre brechas para que a gestante atue em qualquer local.

Outro absurdo, segundo a parlamentar, é a possibilidade de fixação – pelo patrão - dos horários de amamentação. “A hora de amamentar não vai ser quando o bebê tiver fome, vai ser quando o patrão aceitar? São dois absurdos que envergonham e que mancham essa lei, afirmou.

Para quem defende que as novas regras previstas pelo projeto governista significam a modernização das relações de trabalho, a senadora lembra que evoluir do conflito para a conciliação vai significar lucro para um lado e prejuízo para o outro. 

“Vai ter conciliação mesmo. Patrão de um lado e trabalhador de outro, cara a cara. A última palavra vai ser mesmo do trabalhador: vai ser sim senhor. Para tudo que o patrão disser”, disse Regina.

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